A Metafísica da Música Instrumental (Música Absoluta) só pôde surgir a partir do momento em que a música foi libertada de suas obrigações funcionais e representacionais. A tabela abaixo lista os principais períodos que a antecederam (e o início de sua emergência), destacando o tipo de música que era dominante e as funções não-autônomas que ela geralmente cumpria.
O Salto Estético: Do Afeto ao Absoluto
A grande diferença reside na transição do “Classicismo” para o “Romantismo” (marcada por Beethoven):
Antes do Absoluto (Classicismo): O objetivo era a mimese dos afetos. A música deveria imitar ou comunicar estados emocionais específicos de forma clara e equilibrada, seguindo regras formais (poéticas).
Com a Música Absoluta (Romantismo): O objetivo se torna a Metafísica do Infinito. A música não imita mais um afeto, mas aquilo que é Absoluto e Inefável. Essa música é valorizada justamente por não ter um significado fixo e ser livre de propósitos externos.
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